Série sobre placas de imóveis: 2ª Matéria - Uma estratégia ineficaz

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Série sobre placas de imóveis: 2ª Matéria - Uma estratégia ineficaz

Esplendor 17/10/2017 Compartilhar

Uma estratégia ineficaz

Não há como negar os aspectos negativos da crise econômica que pressiona a todos e repercute fortemente no setor imobiliário; mas condeno de forma literal essa estrutura operacional, onde a prática da exposição da placa é desmedida, e parece ser o principal e único canal para negociar os tantos imóveis disponíveis para a venda e o aluguel.


A estratégia de adotar a colocação de placas como principal opção para lograr êxito nos negócios imobiliários, por definitivo, É ERRADA.  Isso só acontece com tamanha facilidade por conta do custo irrisório de confecção dessa frágil e pobre ferramenta inserida grosseiramente no milionário mercado de imóveis.

A situação de hoje me reporta a Portugal, mais especificamente as cidades de Lisboa e Porto, no ano de 2010, e Buenos Aires em 2011. Em visita a tais cidades, as vi sucumbindo em suas crises, apresentando o mesmo comportamento visual, que na época já condenava.

Inúmeras placas usadas como boias de salvação, jogadas em um ambiente desértico, sem ninguém para resgatar é, e sempre será, uma tolice. O exacerbado número de placas mostrará sempre uma cidade fantasmagórica, em qualquer lugar do mundo.

Este instrumento afugenta os negócios, ao invés de promovê-los. Sei que esse meu argumento parece inimaginável, inclusive para aqueles que vivem do ofício há décadas, mas aviso aos colegas de profissão e seus empresários, que ser igual a todos, ou fazer a mesma coisa sempre do mesmo jeito, nunca serviu como referência de sucesso.

A Placa só é eficaz para venda/aluguel quando o mercado está no sentido inverso, ou seja, mais procura que oferta! Ela surgiria, assim, como uma novidade, em um lugar onde não haveria opções de negócio!

Trato desse comportamento coletivo no que se refere às placas que enfeiam ruas, bairros e cidades inteiras, como um efeito manada:

Um comportamento que é usado para descrever situações em que indivíduos em grupo reagem todos da mesma forma, embora não exista direção planejada”.  


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