Série sobre placas de imóveis: 1ª Matéria - Placas? Eu hein, nem pensar!

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Série sobre placas de imóveis: 1ª Matéria - Placas? Eu hein, nem pensar!

Esplendor 17/10/2017 Compartilhar

Placas? Eu hein, nem pensar!

O Rio de Janeiro vive vários fatores que apontam para uma cidade em decadência, destroçada pelos maus tratos e pelo abandono sofridos nas últimas décadas. Hoje, a “Cidade Maravilhosa” perdeu bastante de seu glamour, e gera c um sentimento coletivo de tristeza.

O Mercado Imobiliário colabora visualmente com essa percepção coletiva, uma vez que exacerbamos a olhos nus, através da utilização de nossa ferramenta mais barata, menos eficaz e literalmente letal ao sistema. 

Falo sobre as placas, estas em milhares espalhadas por toda a cidade, demonstrando o desejo ávido de vender e alugar dos senhores proprietários, algumas delas abrigando em um só corpo os dois textos: “Vendo ou Alugo”.

Essas infindáveis placas esculpem de forma macabra os prédios, as casas, as lojas e os apartamentos de nossa cidade, impondo através do seu visual, a constatação do terror econômico que assola o nosso Rio.


Observações sobre o uso das placas

A epidemia das placas tomou conta do RJ e de outras grandes cidades brasileiras que demonstram igual fragilidade negocial por parte dos intermediários. Corretores e empresas, ao invés de buscarem soluções inovadoras, contribuem com o assolamento do setor imobiliário, prejudicando invariavelmente os proprietários com essa ilusão chamada PLACA!


  • Bairros demasiadamente estocados como a Barra da Tijuca, Recreio, Jacarepaguá e Botafogo, na zona sul carioca, ainda que modernos, graças a revitalização arquitetônica sofrida especificamente na última década, garantem um olhar piedosamente sepulcral, exclusivamente por conta das HORRENDAS PLACAS que empobrecem a paisagem contemporânea. Quando sigo em direção aos nossos subúrbios, estes esquecidos desde sempre, confesso então não haver palavras.
  • Uma região que me choca na tradicionalíssima Tijuca, é a enorme Rua Conde de Bonfim, especificamente entre os números 700 e 1300, cuja a economia local perdeu sustentação ao longo das ultimas três décadas  e hoje é com certeza absoluta, o trecho com maior número de imóveis ofertados para venda e aluguel através de placas.
  • O apelo das placas também se sustenta na extensa orla carioca, principalmente em Copacabana, onde o cartão postal mostra para o mundo uma cidade que vive um momento periclitante (perigoso).


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