Série sobre placas: 3ª Matéria - Exemplificando os erros (Parte 1)

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Série sobre placas: 3ª Matéria - Exemplificando os erros (Parte 1)

Esplendor 17/10/2017 Compartilhar

Exemplificando os erros

Por fim, vejamos por que defendo categoricamente o “não” às placas. Seguem exemplos e resultados.
Placa exposta

Toda vez que se vê uma placa apresentando o desejo de venda ou aluguel, entende-se, em primeira instância tratar-se de uma oportunidade de negócio. Essa ação, na atual circunstância, somente será assertiva se a placa for exposta pelo prazo máximo de 40 dias. Passado esse tempo, a visão sobre o produto em oferta será deturpada.

É importante frisar que no imaginário coletivo, a percepção é de que este imóvel contendo uma placa há tanto tempo estará caro, ou terá algum problema em sua documentação.  


Vendo ou Alugo

Vemos comumente a propaganda informando simultaneamentevendo ou alugo”, e afirmo que é aí onde acontece a falência múltipla dos órgãos. O entendimento daquele que observa esse anúncio com interesse de duplo negócio (comprar ou alugar) é o pior possível para os proprietários.

A ideia inicial dos locatários e compradores é de que o desespero tomou conta dos respectivos donos de imóveis. Trata-se de uma visão lógica e não um julgamento aleatório.

Fica aqui a minha constatação, diante de estudos recentes, de que algo entre 30% e 40% dos imóveis que estão na atualidade ofertados para venda em todo RJ, também estão disponíveis para aluguel; mas a ação de promover os dois negócios concomitantemente em um único veículo de propaganda é absolutamente ERRADA.


São opções e oportunidades de negócios que não se complementam, pois buscam públicos distintos, e só isso já é o suficiente para que se condene essa dupla ação,cujo propósito não trará a obtenção do êxito comercial.

As imobiliárias que orientam a utilização do mesmo ambiente de negócio para diferentes objetivos cometem grande equívoco negocial. Um dos caminhos para a solução será sempre o foco. A categoria imóvel, pensada como produto, requer tratamento cuidadosamente personalizado. 


Esse tipo de propaganda, que mistura venda e aluguel simultaneamente, propiciará propostas que desvalorizarão o bem imóvel. Quando conduzidos a mostrarem a sua euforia em negociar, os proprietários acabam cometendo uma eutanásia.

Essa atitude ingênua denuncia a frágil inteligência emocional dos proprietários, motivando os interessados em uma aquisição a usarem, como principal estratégia de negócio, a clássica barganha.  Quem lembra do senhor José Sarney tentando salvar seu plano na década de 80? “Brasileiros e brasileiras, pechinchem...”!  Não é por aí, pelo menos nos casos em que os imóveis estiverem sendo negociados sobre a minha gestão.


Acompanhe nossa série de matérias!


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