Mercado imobiliário x Especulação Neurótica ?

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Mercado imobiliário x Especulação Neurótica ?

Miguez 05/11/2019 Compartilhar

Economistas, matemáticos e até cientistas políticos são os profetas que costumam-se seguir ao pensarmos em “business”. E, não há nada de errado em os analisarmos com profundidade, a fim de fazermos a melhor escolha para investimento. No entanto, a grande quantidade de informações, derivadas de uma infinidade de fontes, pode vir a atrapalhar, sobretudo pelo fato de que, em muitas, não há a devida qualificação para que seja seguida. E, assim, aqueles que não tiverem a perspicácia necessária para filtrar o devido conteúdo, acabam entrando num cenário, o qual chamo de “especulação neurótica”, comum a leigos. Em um mundo onde todos palpitam o palpite do outro, a fantasia toma o lugar da realidade e, portanto, o perigo iminente de algum tipo de perda é algo concreto. Em paralelo ao mercado imobiliário, percebe-se claramente essa análise equívoca daqueles que julgam compreender de maneira mais assertiva do que os profissionais que movem o complexo  setor.  Quando se ouve falar de uma reação no nicho imobiliário, proprietários ávidos pelas vendas, já acham que o “mar vermelho se abriu” e sua propriedade, acima do preço real até então, será consumida por algum ingênuo comprador. Lamento decepcionar os otimistas exacerbados, mas a atual melhora acontecida nesse setor,  é pífia diante da estagnação ainda vigente. A chegada da CEF com juros mais atrativos nessa última semana,  anima e estimula uma movimentação, mas tratando-se do mercado CARIOCA, este, possui tantos desafios, que, acabo por entender a chegada dessas notícias como algo preocupante. A CEF é uma andorinha, e, sozinha, não fará nosso verão. É preciso a chegada dos  bancos privados,  acompanhado de novas taxas competitivas, o que só deve acontecer a partir do segundo trimestre  de 2020. Além disso, devemos lembrar da realidade brasileira e, assim, como será possível novos financiamentos serem contratados com o estado agonizando economicamente; com a alta taxa de desemprego; e com a contínua ascensão do poder paralelo do tráfico nas comunidades! Após quase 05 anos de queda ininterrupta, a retomada de crescimento acontecerá sim, pois os ciclos se renovam, mas, antes, precisamos maturar o atual mercado que chegou ao fundo do poço, com valores, afirmo dizer, estabilizados. O setor imobiliário deverá manter-se estável, sem crescimento de valores, com moderado crescimento no número de vendas até o fim de 2020, criando, então, uma perspectiva de crescimento e valorização do “ativo mobilizado”, ou seja, bens imóveis. Sendo assim, a partir do segundo trimestre de 2021, poderemos acreditar em um novo ciclo de crescimento consistente. Hoje, trocar de imóveis é algo estratégico e  oportuno, pois vende-se e compra-se em baixa, num ambiente onde ainda é PROIBIDO a especulação!! Portanto, ao ouvir as boas notícias do mercado de imóveis brasileiro, observe que a fala é feita de maneira genérica, mas o poder de reação, o qual contribui para uma efetivação desse desejoso frenesi federal, é direcionada e realista apenas ao pujante estado de São Paulo, seguido em passos comedidos por cidades como Brasília e Belo Horizonte. Pensou em administrar, alugar, vender ou avaliar, com segurança consulte-me. Compartilhe nossa coluna e deixe seus comentários.  


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