A Placa de “vendo” pode ser fatal ou favorável a um negócio, entenda o porquê.

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A Placa de “vendo” pode ser fatal ou favorável a um negócio, entenda o porquê.

Equipe Miguez 06/10/2017 Compartilhar

Sentimento de fragilidade negocial.

Não vejo sentido, profissionais e empresas do setor imobiliário utilizarem a propaganda via placa de forma tão equivocada, ineficaz e poluidora ao objetivo final de seus clientes proprietários. Quando me deparo com mais de uma placa colocada na fachada de um imóvel, prospectando a venda do mesmo, percebo imediatamente e com certeza absoluta, como esse proprietário está sendo mal assessorado. O sentido de ter uma placa se perdeu por completo. Esse produto ofertado por mais de uma empresa demostra claramente a fragilidade do negócio, pelo simples fato de pôr em dúvida qual o ambiente (empresa) mais interessante para se negociar. Mais de uma placa de vendo ou alugo em um imóvel, além de ser prejudicial ao negócio, acaba servindo apenas como mensagem subliminar para prospectar a imagem daqueles que ali se encontram a meu ver, como meros propagandistas.


A Dúvida sugere imediatamente prejuízo de parte a parte.

A dúvida instalada na mente do comprador sugere o lógico, ligar para as duas empresas e verificar com qual delas ele negociará melhor. Acaba de entrar em cena o dito popular herdado de nosso nordeste (suponho) “farinha pouca meu pirão primeiro”. O proprietário certamente será o primeiro prejudicado, pois tem a competitividade das empresas trabalhando não com o objetivo de lhe prestar o melhor serviço, mas sim, o interesse puro e simples de fazer negócio. Sabe qual a diferença no meu entendimento quanto ao mercado imobiliário? A) Prestar bom serviço (obrigação sempre) trará como consequência do êxito,os honorários pagos à empresa contratada. B) Fazer negócio é conseguir os honorários a qualquer custo – Olha o dito aí novamente! “farinha pouca meu pirão primeiro”.


Leilão sem Regras engana comprador desorientado.

Nesses casos, vejo um leilão aberto e sem regras, informações distorcidas caminharão com intuito de “beneficiar em causa própria” aquele que manipular tópicos importantes como: o motivo da venda e preço ofertado. O comprador, por sua vez, desorientado graças a informações contraditórias, certamente optará pela informação do corretor que trouxe vantagem econômica, o que propiciará ao mesmo deitar-se em uma possível “cama de gato”, ou melhor dizendo, entrando em uma literal cilada. Para o corretor que ludibria, seu objetivo é trazer para perto, aquele que deslumbra-se com a grande oportunidade de negócios e por fim buscará tirar proveito disso sem grandes preocupações ou culpas.


Pseudos corretores com técnicas sedutoras.

Sem entrar em exemplos e indo direto ao ponto, a informação sedutora que manipula a verdade é uma das técnicas utilizadas pelos vendedores de imóveis, para mim, pseudos corretores. Estes exploram a mentira como ferramenta e conduzem muitos dos seus clientes a armadilhas desastrosas. Bem verdade que “quando um não quer, dois não brigam”, ambos estão a procura de criar oportunidades vantajosas para seus fins, e nem sempre o sinônimo de oportunidade significa algo bom.


Muitas placas apontam desespero e ou oportunismo.

Há casos que além de me espantar negativamente, caracteriza que existe algo a ser assuntado, pois pairam perguntas no ar, falo de imóveis que possuem em sua fachada 4, 5, 10, ou mais placas. Esse painel horrendo construído pelas múltiplas placas de “vendo & alugo”, enfeiam casas, prédios e grades de condomínios e confirmam uma das quatro ÚNICAS possibilidades:

  • O proprietário tem uma necessidade premente de venda por algum motivo que pode ser inclusive danoso ao comprador se não for este bem assistido, e por tanto, quer arriscar todas as possibilidades, traçando assim o caminho lógico, porém paradoxalmente ERRADO, de contratar várias empresas.
  • O proprietário precisa vender o quanto antes por que está desesperado por dinheiro para pagar dívidas, aparentemente parecido com o primeiro exemplo, porem neste não há a má fé de omitir algum problema de ordem documental e/ou jurídica.
  • O proprietário é um especulador, seu imóvel está totalmente fora de preço e ele deseja pegar algum desavisado que por um deslumbre, com ajuda de um corretor ávido apenas por dinheiro, compre seu imóvel absolutamente CARO.
  • O proprietário por mera ignorância acha que isso atrai muitos compradores e trará por consequência êxito a seu objetivo.


O que faz efetivamente muitas placas num mesmo lugar com intuito de vender ou alugar um só imóvel.

Causa dúvida, gera insegurança, aponta especulação, perigo negocial, sugere problema jurídico ou documental, mostra mau assessoramento (por todos que ali se encontram), propicia prejuízos, repele comprador, enfeia patrimônio e indica facilidade de barganha e ou depreciação do patrimônio - nesse caso positivo para o comprador, porém péssimo para o proprietário!Veja que muitas possibilidades se formam e prejudicam de imediato um negócio que poderia ter começado e terminado de forma justa, equilibrada e saudável para todos os envolvidos, inclusive a “imobiliária elegida e apta a performar a operação”.


A placa colocada pelo proprietário com intuito do mesmo negociar sem a presença de um profissional qualificado é um tiro no pé.

Estava descendo a Estrada Velha da Tijuca, após treinamento com um grupo de corretores que estou especializando em avaliação imobiliária, e ao lado esquerdo de quem desce, deparei-me com um anúncio veiculado através de uma placa onde além do telefone dizia-se: “Vendo, Direto com Proprietário”. Pergunto a você, prezado leitor: Você, um leigo em negócios imobiliários, compraria um imóvel diretamente com o proprietário, sem a presença de alguém que averiguasse todo o processo negocial com a necessária expertise que o assunto merece? EU NÃO! Afirmo este sonoro e impávido NÂO, pois creio que cada um deve buscar nas múltiplas e infindáveis disciplinas e áreas que assistem nosso cotidiano, sempre o seu especialista. Sou consultor imobiliário, especializado em direito, avaliação e mercado imobiliário no segmento carioca de usados, e se quero negociar uma propriedade rural, busco um colega que trabalhe apenas com corretagem rural e, de preferência, especialista na região que desejo adquirir a possível propriedade – mais uma amostra da indiscutível sabedoria popular, “cada um no seu quadrado”. Costumo dizer que ortopedista especializado em pé não entende de ombro e mesmo assim ambos são médicos.


A placa “vendo: direto com o proprietário” trabalha sempre em causa própria.

O proprietário sempre trabalhará visando o negócio unilateralmente, sem contar que não se pode afirmar que aquele que se diz ser o proprietário, realmente é. Quase sempre, arrisco dizer que não, normalmente trata-se de um membro da família desocupado (desempregado ou até um aposentado), que faz o papel de proprietário e concomitantemente de corretor. Sem desmerecer nada ou ninguém, sem julgamentos ou afirmações que possibilite uma impressão soberba, não posso admitir entrar em uma negociação imobiliária sem o devido aparato que essa sugere que eu tenha, uma vez que sou leigo no assunto. Vibra para mim como buscar um tratamento dentário com um xamã, o absurdo do absurdo! Muitas são as possibilidades que induz um proprietário negar a participação de um profissional qualificado, mas, dentro de uma estatística, é sabido que ele almeja evitar pagar os honorários a um contratado, esquecendo que “o barato muitas vezes sai caro”. Ambos, comprador e vendedor podem perder muito mais que os importantes honorários pagos a aquele que recebe para proteger e harmonizar a operação.


Construindo o Caminho Certo.

I - Se você é proprietário e quer vender sua propriedade, busque uma empresa que atenda aos seus objetivos, avalie a expertise que ela tem sobre o assunto e região que propiciarão o alcance de seu sonho.
II- Não permita múltiplas placas, obviamente estou sugerindo que deseje negociar seu patrimônio através de uma única empresa competente e devidamente estabelecida. Como foi dito aqui, muitas placas apontará uma conotação negativa do produto ofertado.
III- Se ainda sim quer buscar alternativas de negócio utilizando-se do meio tradicional, mas paradoxalmente ERRADO que é dispor de várias empresas, não permita que essas coloquem suas placas simultaneamente, pois, como vimos, estas juntas depõe mais contra do que a favor.
IV - Se ainda assim, achar que as placas das empresas são uma ferramenta importante, estabeleça prazo e permita que cada uma tenha sua oportunidade sendo que, estas as tenham separadamente, ou seja, cada uma no seu momento exclusivo de propaganda.
Seguirei falando mais sobre esse complexo tema, e peço aos profissionais que por aqui passarem, pratique o que é correto sempre, nada se perde quando abrimos mão de um possível ganho financeiro pela ética de apresentar ao nosso cliente o caminho assertivo, isso sim é ser Profissional.


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