5ª Matéria da série: Entendendo a Crise na economia imobiliária - Violência, o maior pilar da CRISE imobiliária - Parte 4

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5ª Matéria da série: Entendendo a Crise na economia imobiliária - Violência, o maior pilar da CRISE imobiliária - Parte 4

Esplendor 22/12/2017 Compartilhar

Violência, o maior pilar da CRISE  imobiliária - Parte 4

No caso da metrópole carioca, é fácil essa percepção de vulnerabilidade generalizada, pois as comunidades estão apinhadas dentro da cidade, ao contrário, por exemplo, da cidade de São Paulo, onde suas comunidades instalaram-se em sua periferia.

Bem, ressalto que o problema não é a comunidade, pois o estereótipo de que toda favela é perigosa não pode criar a impressão de que todos os seus moradores também o são. Isso é uma confusão de valores que faz com que surja o preconceito e a intolerância às sociedades que são reféns do poder paralelo, este que se consagrou graças ao afugentamento e a ausência do estado de governo. A desigualdade no Brasil é algo congênito e histórico e a não observância a esse fato nos trouxe até aqui com suas múltiplas sequelas.    

Se as favelas existem e são tidas como áreas de risco, é porque fatores econômicos e sociais as criaram.  A favela nasce num primeiro momento para atender em grande parte os casos da falta de moradia e resolver o dramático problema de mobilidade urbana em cidades arcaicas em seu planejamento como é o RJ, transformando-se por fim num grande mercado miserável de iniquidades múltiplas, onde vender drogas ou consumi-las é um forte anestésico para os jovens brasileiros que tem suas vidas abreviadas nas estatísticas do IML & IBGE.   

E por isso segue a pergunta em uma reunião de amigos que estive recentemente: Você vai continuar aqui ou também vai vender e alugar seu imóvel para então migrar para outro país?

Ratificando e evidenciando a relação que a violência tem com o cenário imobiliário e a “Crise” que ela propiciou no passado a bairros como Tijuca, Grande Tijuca e Baixada, é que afirmo dizer que se não houver providências imediatas no setor de segurança pública, os riquíssimos imóveis da orla carioca (Atlântica, Vieira Souto, Delfim Moreira e Sernambetiba) serão ré-precificados para baixo como parte de qualquer efeito dominó que sugere o mercado capitalista.

Que fique claro: Se o imóvel do cidadão comum está se desvalorizando graças a inúmeras  degradações no mercado imobiliário do subúrbio ou de regiões carentes e as propriedades da classe média situadas nesse entorno são impactadas, vendo seus valores despencarem, o imóvel do milionário ou bilionário em algum momento também será atingido e entrará em queda, e por fim participando também da negativa  estatística econômica imobiliária.

Se eu tiver que dar as mãos para a crise, será vendo-a através da violência instalada na cidade do RJ, e se a mesma não for estancada em no máximo seis meses, porá o setor de imóveis do RJ em sistêmica e literal queda de preços. 


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