3ª Matéria da série: Entendendo a Crise na economia imobiliária - Violência, o maior pilar da CRISE imobiliária - Parte 2

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3ª Matéria da série: Entendendo a Crise na economia imobiliária - Violência, o maior pilar da CRISE imobiliária - Parte 2

Esplendor 18/12/2017 Compartilhar

Violência, o maior pilar da CRISE  imobiliária - Parte 2

O bairro da Barra da Tijuca, que começou a sua verticalização na década de 80, mas teve sua ascensão, coincidentemente ou não, a partir dos anos 90, foi beneficiado como sendo uma excepcional alternativa de moradia. Daqueles que foram para lá mas não se adaptaram, boa parte migrou, num período menor do que 5 anos, para a zona sul carioca, ainda acessível (barata) para a classe média carioca da época.

Ou seja, fora os tradicionais componentes ligados à economia monetária, a violência é um indicador fortíssimo de queda de preços no setor imobiliário. A violência transforma o significado de uma geografia e sua respectiva sociedade, de acordo com a vulnerabilidade que esta ofereça.  Lembro que 70% do valor de uma propriedade residencial está ligado à sua localização e quando uma região ou rua é afetada pela violência, produzirá imediatamente queda nos respectivos valores imobiliários.  

Além da CRISE produzida pela VIOLÊNCIA, existe o fato da Crise Econômica e Política que se instalou e acentuou-se consecutivamente nos últimos três anos, mas ainda assim, afirmo que o mercado imobiliário é um nicho de negócios na atualidade significativamente privilegiado, sustentado pelos resquícios dos auspiciosos “anos dourados” de que tanto falo.

 Visualizemos o preço do nosso m2 da cidade carioca e o comparemos aos de outras importantes cidades internacionais, sendo que estas, observem, terão como custo e benefício uma qualidade de vida muito superior ao de nossa cidade “maravilhosa”, hoje falida, abandonada, sabotada por maléficos agentes públicos que com empresários vis, vilipendiaram o estado e por natural consequência dos fatos, foi sequestrada novamente pelo medo imputado das múltiplas facções do crime organizado.   

A titulo de informação: Em setembro de 2017, o valor médio de venda dos imóveis residenciais nas 20 cidades monitoradas foi de R$ 7.636/m². Rio de Janeiro se manteve como a cidade com o m² mais caro do país (R$ 9.918), seguida por São Paulo (R$ 8.714) e Distrito Federal (R$ 8.287)”, enquanto que “em setembro de 2017, o valor médio do aluguel de imóveis nas cidades monitoradas foi de R$ 28,36/m². São Paulo desponta como a cidade com o maior valor médio por m² do país (R$ 35,68), seguida por Rio de Janeiro (R$ 32,49) e Distrito Federal (R$ 29,80)”.


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