2ª Matéria da série: Entendendo a Crise na economia imobiliária - Violência, o maior pilar da CRISE imobiliária - Parte 1

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2ª Matéria da série: Entendendo a Crise na economia imobiliária - Violência, o maior pilar da CRISE imobiliária - Parte 1

Esplendor 11/12/2017 Compartilhar

Violência, o maior pilar da CRISE  imobiliária - Parte 1

Para começar, se observarmos com a devida apreciação o quesito investimento, o nicho imobiliário sofreu um impacto muito positivo de meados de 2008 até o final de 2013. Ao chegarmos em 2014, a luz amarela acendeu, mas podemos dizer que este específico ano ainda foi bastante satisfatório, sobretudo no primeiro semestre, onde muitos ainda surfavam na onda dos anos dourados do setor”. 

A imensa valorização ocorrida nesse curto período de 5/6 anos, oriunda de um conjunto de fatores, enriqueceu ainda mais a parcela dos mais ricos e parte da sociedade que mobilizava patrimônio imobiliário em localizações nobres ou com potencial de ascendência. A verdade é que o mercado de imóveis saiu de uma estagnação que durou seguramente duas décadas, tendo sido nesses inglórios anos, o mercado carioca, atingido negativamente pela violência, evidenciada fortemente a partir da década de 90.

Essa violência produziu sucessivas quedas de preços em regiões nobres, como foi o caso da Tijuca, que sendo durante muito tempo o bairro com a maior renda per capta do RJ, resquícios da aristocracia brasileira,  foi castigado pela mídia como um bairro de alta periculosidade e viu parte de sua população economicamente abastada migrar nesse período, para bairros da  zona sul e também para os jovens bairros da Barra da Tijuca e do Recreio dos Bandeirantes, esses ainda  bebês diante da história da cidade. Cabe salientar que a década de 90  a Tijuca se compararia ao que foi, em termos de violência, a Baixada Fluminense no final dos anos 70 e na década de 80”.   

O aumento de oferta e a baixa procura induziu o mercado imobiliário da Tijuca a um colapso. Somente a partir dos anos 2000, mais precisamente por volta de 2006 e 2007, constatou-se, no cenário carioca, que a violência era um produto social generalizado na “cidade maravilhosa”, e não algo local como foi propagado por um bom tempo, sendo ora a Tijuca ou, no passado mais distante, a abandonada Baixada.

Hoje sentimos essa realidade não apenas no RJ, mas sim, em todo o gigante Brasil, tendo o estado de Sergipe como o mais violento entre outros do imenso e sofrido nordeste.  Segue o Link do IPEA que apresenta o ultimo estudo do mapa da violência no Brasil: http://infogbucket.s3.amazonaws.com/arquivos/2016/03/22/atlas_da_violencia_2016.pdf


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